Manifesto em defesa da ciência, do jornalismo e da divulgação científica

Atualizado: 4 de mai. de 2020

Manifesto contra a tentativa de manipulação político-partidária de pautas científicas e apoio aos profissionais de comunicação que cobrem a pandemia de Covid-19


São Paulo, 23 de Abril de 2020

A pandemia de Covid-19 tomou o mundo de forma abrupta e impactante. Um vírus foi capaz de fechar fronteiras, mudando também a maneira como vivemos e nos relacionamos. Em meio à crise global, todos exigem soluções e respostas rápidas.


Depois de sofrer nos últimos anos com sucessivos cortes financeiros e enfrentar a desconfiança de parte da população brasileira o que, no mundo contemporâneo, já é um paradoxo — a ciência vem reconquistando atenção pública e sendo assunto nas principais mídias e no dia a dia.


Há muito conteúdo informativo sendo gerado por diversos setores e, no meio disso tudo, estão os profissionais de comunicação, muitos dos quais cobrindo ciência pela primeira vez, precisando selecionar o que é relevante. Necessitando, também, entender que, por vezes, um bom resultado científico é também, essencialmente, uma notícia que deve ser dada com muitos poréns e ressalvas.


No cenário atual, a tentativa de manipulação político-partidária de pautas científicas talvez seja um dos mais evidentes conflitos enfrentados na comunicação da ciência. Processos longos de pesquisa e validação para soluções de saúde estão sendo tratados de forma questionável por muitos que podem, de alguma forma, minimizar impactos desta pandemia – como se canetadas ou torcidas fossem suficientes para determinar a segurança e a eficácia de remédios ou de medidas de prevenção, contenção e mitigação. Além disso, assistimos, estarrecidos, divulgadores e cientistas serem hostilizados por realizarem seu trabalho.


Portanto, a favor do trabalho de jornalistas e comunicadores, é clara a necessidade de que instituições de pesquisa e mídia utilizem suas forças e capacidades institucionais e jurídicas para coibir os que ainda consideram que ataques sórdidos contra profissionais podem sair impunes. Notas de repúdio ou de apoio têm seu lugar, mas é preciso que as instituições tomem as medidas corretas para garantir que crimes sejam tratados pelas autoridades como tal. A integridade pessoal, a saúde da população e o regime democrático não são negociáveis.


Divulgar pesquisas científicas ajuda a tornar as pessoas mais informadas sobre como a ciência e a tecnologia estão em nosso cotidiano. Trata-se também de inspirar crianças e jovens para um mundo onde o conhecimento abre portas. Mais informados sobre a ciência, nos tornamos cidadãos melhores e mais preparados para lidar com a Covid-19, outras doenças e futuras ameaças. Não deixemos que o imediatismo ou questões político-partidárias atrapalhem o serviço que todos nós, em cada área de atuação, prestamos e podemos prestar à sociedade.

Conhecimento como estratégia de defesa


Entendendo nosso papel na difusão do conhecimento, também trazemos para este documento algumas reflexões e orientações amplas que podem ajudar a todos a lidar com a pandemia do ponto de vista informativo, evitando pautas que pouco agregam à ciência. São ponderações feitas com base na literatura de nossa área e na experiência conquistada por todos os divulgadores científicos que subscrevem este documento. São elas:


  • A divulgação está sendo feita de forma responsável? Exagerar o alcance ou a significância de um material científico pode gerar expectativas que, quando não atingidas, frustram e desacreditam a ciência;

  • Método científico. Ao preparar um release ou uma notícia, é preciso considerar o método científico: um resultado não se torna ciência apenas por ter sido anunciado por alguém com título de doutor. O que legitima a ciência é seu processo. Em saúde, para ser considerado científico, um estudo precisa trazer referências, controles e passar por replicação;

  • Correlação e causalidade. Compreender a diferença entre correlação e causalidade pode ajudar a evitar conclusões precipitadas;

  • Para um problema, possíveis soluções. A ciência trabalha com hipóteses que precisam ser testadas e validadas. Os maiores aliados da ciência são o tempo e o conhecimento pregresso. Por isso, em uma pandemia que exige respostas rápidas, há grupos atuando em soluções a partir de produtos já existentes e outros criando novos caminhos. Cada grupo com seu objetivo e ritmo;

  • A ciência é um processo incessante. A informação de hoje pode ser complementada e mesmo modificada amanhã em face a novas evidências. Isso não só não invalida a ciência, como promove avanços;

  • Comunicar incertezas. É importante ficar claro o que se sabe e o que ainda não se sabe. Salientar que incerteza não significa "erro", quando resultados eventualmente divergem do esperado;

  • A importância das publicações científicas. As revistas científicas são as formas mais usuais de reconhecer rapidamente se uma pesquisa passou por "revisão por pares". Se em um material de divulgação consta que o estudo foi "enviado" para uma revista em vez de "publicado", ligue o sinal de alerta;

  • O que são os pré-prints? Trata-se da publicação de notas técnicas abrigadas em repositórios especializados, que podem receber comentários de outros especialistas. É uma maneira de disponibilizar dados de pesquisa de forma rápida e aberta. A ideia é encurtar o caminho entre informações científicas, autoridades e público. É importante lê-las com ressalvas, uma vez que os pré-prints ainda não passaram por revisões mais rigorosas;

  • Consultar o Currículo Lattes. Para quem cobre ciência, no Brasil há um indicador que ajuda a saber mais sobre um cientista: o Currículo Lattes. Ele dá a referência acadêmica e a produção científica de um pesquisador. Esta ferramenta auxilia bastante para checar o quanto um cientista domina determinado assunto;

  • Atenção a posicionamentos políticos de fontes. Faz-se necessário ressaltar que todos possuem seus posicionamentos políticos e eles são legítimos, mas se uma fonte está mais preocupada em discutir orientações políticas do que fatos científicos, talvez seja interessante reavaliar sua relevância ou adicionar outras fontes ao material;

  • Análise de potenciais conflitos de interesse. Quem financia a pesquisa? A quem pode interessar o resultado? A presença de conflitos de interesses pode alterar o julgamento crítico sobre evidências apresentadas;

  • Olhar externo. É válido consultar pesquisadores e cientistas que dominam o assunto, mas que não estejam diretamente envolvidos na pesquisa pautada ou nos press releases recebidos;

  • O desenvolvimento de uma solução de saúde. Ao perguntar a um cientista por prazos, é importante entender quanto tempo demanda cada etapa de desenvolvimento. A sugestão é perguntar: em qual fase o estudo está?

  • Sobre as fases. O desenvolvimento de um medicamento ou vacina tem fases de execução bem definidas, pois precisa assegurar a eficácia e a biossegurança, determinação de doses, faixas etárias e possíveis efeitos reversos. Isso tudo é acompanhado por comitês de ética em pesquisa;

  • Grupos de teste. Por que, numa pesquisa clínica (ou seja, com humanos), pessoas recebem protocolos de tratamento diferentes? Para assegurar que os resultados positivos sejam, de fato, resultado do medicamento ou vacina aplicada. Protocolos são passos essenciais do método científico para soluções em saúde;

  • Dúvidas básicas. Você tem certeza de que as pessoas estão entendendo conceitos como vírus e plasma? Mesmo que não haja espaço para grandes explicações, é sempre possível substituir palavras e simplificar conceitos;

  • Não estigmatizar. Considerar que palavras e conceitos não têm compreensão universal. Na Covid-19, por exemplo, evitar fazer associações depreciativas. Na dúvida, a sugestão é utilizar os termos determinados pelas instituições de saúde;

  • Quem sofre com a Covid-19? Ter cuidado ao colocar foco excessivo nos idosos ou outros grupos de risco, como portadores de doenças cardíacas e pulmonares. Esses grupos representam uma parte das vítimas, não o total;

  • Atenção a quem sofre. Na hora de falar de pacientes, é importante respeitar regras éticas e legais na questão da privacidade. A notícia médica não deve explorar a dor, nem culpabilizar o doente. No caso de doenças contagiosas, é desejável que este cuidado seja redobrado;

  • Cuidado ao refutar "fakes". Procure ser respeitoso ao confrontar fake news. Sarcasmo e ironia podem gerar empatia ainda maior com o autor da desinformação e provocar resistência à informação de boa qualidade;

  • Quando uma ação não é uma opinião ou um direito, mas um crime. Há limites claros entre o que é um direito individual e um crime contra a saúde pública. Observar a diferença é essencial.

  • O que vale para um vale para todos, incluindo autoridades.


Sendo o que se apresenta.


Assinam este documento os seguintes jornalistas, divulgadores científicos e cientistas

(caso queira assinar também, clique aqui):


Lista atualizada dia 04/05/2020 às 19:53

  • Adriana Cohen, jornalista, especialista em Jornalismo Científico, mestre em Divulgação Científica e diretora da Núcleo Estratégico de Comunicação

  • Alicia Kowaltowski, Professor, Universidade de São Paulo

  • Aline Marcele Ghilardi, Bióloga, professora e pesquisadora na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atua também como divulgadora científica em diversas redes, incluindo o YouTube, onde coordena um canal membro da rede Science Vlogs Brasil.

  • Aline Nardelli, Mestre em Conservaçao e manejo de recursos naturais pela Unioeste, com experiência em pesquisa em biologia molecular

  • Allexsandro Faria de Luna, Neurocirurgião da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia

  • Ana Augusta Odorissi Xavier, Profissional de pesquisa (Unicamp), Doutora em Ciência de Alimentos (Unicamp), aluna de especialização em Jornalismo Científico do Labjor-Unicamp e colaboradora da Revista ComCiência.

  • Ana Beatriz Tuma, Doutoranda em Ciências da Comunicação (ECA/USP) e mestra em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/Unicamp).Jornalista colaboradora da RedeComCiência.

  • Ana Carolina de Souza Gonzalez, Biomédica, servidora federal, educadora de Museus, coordenadora do Serviço de Itinerância do Museu da Vida/Fiocruz, aluna do Doutorado do Programa de PG em Informação e Comunicação em Saúde/Fiocruz.

  • Ana Paula Freire, especialista em Jornalismo Científico (Labjor/Unicamp) e doutora em Linguística (Unicamp). É jornalista no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN-SP)

  • André Azevedo da Fonseca, Jornalista, professor e pesquisador na Universidade Estadual de Londrina. Possui um canal de Ciências Humanas no YouTube, integrado à rede Science Vlogs Brasil

  • André Biernath, jornalista científico, repórter da Revista Saúde, da Editora Abril, e presidente da RedeComCiência

  • Andrea Borges, Biomédica da Universidade Federal de São Paulo

  • Antonio Fernandes Nascimento Júnior, biólogo, professor adjunto da Universidade Federal de Lavras e coordenador do Programa de Pós Graduação em Educação Científica e Ambiental da UFLA

  • Bernardo Antonio Gonçalves Monteiro, Advogado formado em Direito e em Biologia pela UFRJ. Especializado em Direito Privado Patrimonial pela PUC-RJ.

  • Bruno de Pierro, jornalista, mestre em divulgação científica e colaborador da revista Pesquisa FAPESP

  • Bruno Cesar Dias, jornalista, especialista em Comunicação e Saúde e mestrando em Saúde Pública

  • Bruno Ipaves, Bacharel, mestre e doutorando em Física pela USP. Membro do grupo de divulgação científica Via Saber.

  • Carlos Orsi, diretor de comunicação, editor-chefe da Revista Questão de Ciência

  • Cilene Gomes Pereira, Diretora do núcleo de atendimento da agencia jeffreygroup, jornalista, repórter e editora dos jornais Jornal do Brasil , O Estado de S.Paulo, Jornal O Globo e Revista Istoé

  • Clara Marques de Sousa, Jornalista. Coordenadora de Conteúdo no Instituto do Câncer do Ceará (ICC)

  • Cláudia Jurberg, Jornalista de ciência há mais de 30 anos. PhD pela UFRJ (2000).

  • Cristiane Cataldi dos Santos Paes, Professora Titular do Departamento de Letras da Universidade Federal de Viçosa. Doutora em Linguística. Desenvolve pesquisas no âmbito do Discurso de Divulgação Científica.

  • Cristiane Segatto, Jornalista, colunista de saúde do UOL VivaBem, mestre em gestão em saúde pela FGV-SP

  • Damian Kraus, tradutor, Fapesp

  • Daniel Dieb, Jornalista, pesquisador e membro da RedeComCiência. EscrevE para Folha e UOL sobre ciência, saúde e tecnologia

  • Daniela Paulino, jornalista

  • Daniele Bobrowski Rodrigues, Farmacêutica, Doutora em Ciência de Alimentos (Unicamp) e pesquisadora de pós-doutorado (UnB)

  • Daniele V. de Almeida Silva, Psicóloga, redatora e podcaster no Portal Deviante, tornando a ciência mais divertida e acessível.

  • Debora Cabral, Editora do Portal Deviante. Doutoranda em Linguistica forense (Cardiff University)

  • Débora Peres Menezes, Profa. Titular da Universidade Federal de Santa Catarina

  • Delton Mendes Francelino, Coordenador do Centro de Estudos em Ecologia Urbana do IF Barbacena, diretor do Instituto Curupira , comunicador científico no canal de Podcast Falando de Ciência e Cultura, no Spotify

  • Denise Pereira, jornalista, especialista em Jornalismo Científico

  • Diogo Lopes de Oliveira, jornalista, professor de Comunicação Social da Universidade Federal de Campina Grande, professor visitante da Cornell University, (Estados Unidos) e divulgador científico

  • Diogo Sponchiato, jornalista da revista Saúde, do Grupo Abril

  • Douglas Dutra, Jornalista e locutor de rádio no interior do Rio Grande do Sul

  • Douglas Falcão Silva, educador museal, ex-diretor do Departamento de Popularização de Ciência do MCTIC e atual presidente da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência

  • Douglas Rodrigues Aguiar de Oliveira, Divulgador científico e fundador do Universo Racionalista

  • Eduardo Barros Mariutti, Professor associado do Instituto de Economia da Unicamp.

  • Eduardo Quintana, Jornalista e diretor de Ciencia del Sur

  • Elisa Oswaldo Cruz Marinho, gerente de comunicação da Academia Brasileira de Ciências, doutora em Educação, Gestão e Difusão de Ciências (CCS/UFRJ)

  • Elisa Tozzi, editora-chefe da VOCÊ S/A e VOCÊ RH

  • Ennio Candotti, ex-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência,.

  • Érica de Mello Silva, professora associada do Instituto de Física da UFMT, integrante do Grupo de Trabalho sobre Questões de Gênero da SBF e da RedeComCiência.

  • Etelvino Henrique Novotny, Pesquisador, Bolsista "Cientista do Nosso Estado" da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro - FAPERJ. Atualmente é pesquisador A da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.

  • Ewerton da Silva de Souza, Biólogo e divulgador Científico. Fundador do grupo BIO+ Ciência

  • Fabiana Coelho, jornalista, assessora de Comunicação do Espaço Ciência

  • Fábio de Castro, jornalista científico, mestre em Ciências da Comunicação e da Informação na Universidade Paris III (Nouvelle Sorbonne), ex-editor da Agência Fapesp e repórter colaborador do jornal O Estado de São Paulo

  • Felipe Campelo, Professor Associado de Engenharia Elétrica (UFMG, licenciado) e Lecturer in Computer Science (Aston University, Inglaterra). Mestre em Ciência da Informação e Doutor em Ciência de Sistemas e Informática pela Universidade de Hokkaido, Japão.

  • Felipe Saldanha, Jornalista, pesquisador do Núcleo de Comunicação e Educação da USP e diretor de Comunicação da ABPEducom (Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação)

  • Flávia Regina Bueno, Bióloga, mestre em Biociências pela UNESP e doutora em Psicobiologia pela USP.

  • Frances Jones, jornalista

  • Francis Aquino, Jornalista, Cientista da informação, Assessora de Comunicação Fundep e de projetos de pesquisa

  • Gabriel Alves, jornalista, biomédico e doutor em ciências pela Unifesp, matemático pela USP

  • Gabriela Reznik, bióloga, divulgadora científica e doutoranda em educação, gestão e difusão de biociências (IBqM/UFRJ)

  • Gilberto Gonçalves, editor e criador da Agênccia de Notícias e Editora Comunicativa em Campinas

  • Giovanni Palheta, Biólogo, Mestre em Ecologia pela UFPA. Divulgador científico no @rolecientifico no Instagram, colaborador no site Ciência em progresso.

  • Graça Caldas, jornalista e pesquisadora do Labjor/Unicamp

  • Graciele Almeida de Oliveira, química, doutora em Bioquímica (USP), especialista em Jornalismo Científico (Labjor/Unicamp) e divulgadora científica

  • Guilherme Menegon Arantes, Professor e cientista no IQ-USP

  • Helen Mendes, jornalista de ciência e editora na Gazeta do Povo

  • Helena Ansani Nogueira, Bióloga, mestranda em Divulgação Científica e Cultural (Labjor- Unicamp), integrante do Oxigênio Podcast (Unicamp).

  • Henrique Kugler, jornalista de ciência, mestre em meio ambiente pela Universidade de Edimburgo, diretor de Relações Internacionais da RedeComCiência

  • Hugo Fernandes-Ferreira, biólogo, doutor em Zoologia, pós-doutorado em Ecologia, prof. da Universidade Estadual do Ceará e diretor do Science Vlogs Brasil

  • Humberto Luis Marques, Jornalista em agronegócio e Ciências, editor das revistas técnico-cientificas Avicultura Industrial e Suinocultura Industrial.

  • Itabajara da Silva Vaz Junior, Professsor titular da Fac. de Veterinária da UFRGS

  • Iuri Lammel Marques, Professor de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN). Jornalista e mestre em Comunicação. Doutorando em Informática na Educação na UFRGS.

  • Jaísa Soares, Química, professora da Universidade Federal do Paraná

  • João Aris Kouyoumdjian, professor-adjunto do Departamento de Ciências Neurológicas, Famerp

  • João Garcia, Jornalista e cartunista do boletim ComCiência

  • José Clóvis M. Lima, Analista Acadêmico - USP

  • José Sebastião Andrade de Melo, químico, especialista em Educação Ambiental com ênfase em espaços educadores sustentáveis e Mestre em Educação pela Universidade Federal de Lavras.

  • José Tadeu Teles Lunardi, Professor Associado do Departamento de Matemática e Estatística da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Doutor em Física

  • Josenildes Santos de Oliveira, Bacharel em Comunicação Social/Relações Públicas (Uneb); Especialista em Direito e Cidadania (Uefs); Especialista em Gestão Pública (Uneb); Mestre em Comunicação e Cultura Contemporâneas (Ufba). Assessora de Comunicação da Universidade do Estado da Bahia

  • Juliana Fedoce Lopes, Professora Associada I na Universidade Federal de Itajubá. Idealizadora do Instituto Sua Ciência.

  • Juliana Passos, Jornalista na Faperj, mestre em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde pela Fiocruz

  • Juliane Costa Custódio, Educadora e Mestranda em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde (Fiocruz)

  • Juliane Duarte, Relações Públicas, mestre em Ciências da Comunicação (USP), Diretora de Comunicação da RedeComCiência e consu